Mas que acontece... acontece.
sexta-feira, 12 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Gostei e acho que vale a pena compartilhar
ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR;
ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;
ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;
ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;
ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;
E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.
PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB,
ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN.
Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.
Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota.
Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo.
Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO.
Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.
Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos “ZECAS” da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era “O HOMEM DO SACO” que iria raptar as criancinhas.
Como bombeiro, NUNCA recebi um “obrigado”, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com
isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.
Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.
Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;
Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido;
Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;
Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;
Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;
Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA;
Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;
Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;
Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;
Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;
Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS;
Como POLICIAL MILITAR, arrisque-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;
Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;
Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco;
Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;
Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;
Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;
Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.
Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.
Na hora do bônus, ESQUECIDO;
Na hora do ônus, CONVOCADO.
Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.
E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano..
Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.
AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.
E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Onigiri no umeboshi
Cada um tem uma ameixa diferente, com um sabor especial, mas que não consegue ver.
Eles conseguem ver as ameixas nas costas dos outros e passam a invejá-los sem saber que tem também uma ameixa muito bonita e especial."
"Certa vez, quando eu era pequena, havia uma brincadeira chamada Fruits Basket.
Cada pessoa recebia o nome de uma fruta e era chamada pra fazer parte da cesta.
Eu sempre recebia o nome de bolinho de arroz.
Nunca me chamavam, mas depois eu percebi que não há espaço pra um bolinho de arroz em uma cesta de frutas.
Mas com eles, dessa vez, talvez haja um espaço pra um bolinho de arroz nessa cesta de frutas."
Honda Tohru - Fruits Basket
terça-feira, 2 de março de 2010
Considerações sobre o caráter humano

Certo dia tava lendo num desses milhares de blogs sobre o Big Brother o desabafo de uma homossexual sobre os participantes da casa.
Sim gente, eu assisto BBB tbm, me dou ao luxo de ser fútil tá?!
Enfim, continuando.
Essa garota, que não lembro o nome, tbm nem lembro o blog q vi, dizia que não achava o Dourado homofóbico.
As palavras dela tinham uma coerência tão grande, coisa de quem conhece de fato os fatos e atos das pessoas, coisa de quem já sofreu com isso. Fiquei impressionada.
Ela dizia que um homofóbico não encostava em gays, não abraçava gays, não os respeitava, e o Dourado era um dos grandes amigos da Angélica, conversava com o Serginho, respeitava o Dicesar e etc. Se for analisar por esse lado, o Alex era ainda mais homofóbico que o Dourado.
Alex, se vc ler isso, não me processe.
Mas sério, alguém se lembra de ter visto o Alex abraçando um dos 3 gays na casa? Eu não lembro.
Essa moça do desabafo ainda falava que o Dourado era apenas um hetero convicto com um caráter invejável. Que preconceito maior foi a Angélica ter dito que só pegava AIDS quem era "descarado".
Quanto desrespeito e falta de informação né?! Chega a ser absurdo um papo desse.
Eu concordo quando ela (a moça no blog) dizia ainda que não queria que pensassem em todas as lesbicas como a Angélica, ou em todos os gays como o Dicesar. Não aceitava que dissessem que eles representavam a comunidade gay, senão o que pensariam dos gays? Bicha fofoqueira, sapata falsa?!
Caráter não depende de sexualidade em momento algum. Aliás, a homossexualidade não deve ser usado como tópico de diferenciação, assim como cor, etnia, costumes, pancreatite ou gordura no figado. Um gay (homens ou mulheres) não devem ser depredados, são seres humanos que merecem respeito, mas, também não podem exigir um respeito absurdo por se achar melhor que todo mundo. E o direito dos heteros onde fica? E o respeito, onde fica?
Ser gay, jah me disseram, não é uma "opção". Ser hetero também não é.
Gente, eu fico abobada com esse preconceito reverso que tem tido por aqui e pelo resto do mundo. São coisas tão excludentes que as pessoas simplesmente não notam... é um preconceito desfarçado de vantagem, nós nos aprisionamos com isso, nos jogamos na lama. Igualdade é igualdade gente, não vantagem.
Preso pelo respeito mútuo. Adoro que os gays tenham hoje tanto espaço, tanta liberdade que era muito dificil conseguir antigamente, mas cuidado com os exageros. Fica a dica da titia.
Aaah... vcs estão se perguntando o pq da foto neh?!
Não, o loirinho ali não é gay, mas... gente... o G-Dragon num é lindo?! xDD
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A realidade da real maldade
Hoje vim demonstrar um pouco da minha maldade.Sim, eu sou uma pessoa ruim. Se for tirar pelo modelo de pessoa correta de hoje, eu sou péssim,a assumo. E pior q ser péssima é gostar disso, e eu adoro.
Sabe, nunca achei que combino bem com o status de boa moça e sempre preferi as vilãs. Claro, não sou uma vilã, mas entendam: Eu não sou boa.
E o que quero dizer ao explanar isso?
Nada.
Nada além de minha revolta declarada por toda essa hipocrisia e esse show de inutilidades que tem se escancarado carnavalescamente em minha cara.
No momento em que vivemos, claro, qualquer ajuda é válida e o ambiente agradece.
Mas a mim é extremamente irritante ver uma Patricinha típica com uma ecobag a tiracolo jogando uma bituca acesa de cigarro na grama seca.
Oi? Já ouviu falar em incêndio, perua?!
E isso se repete exaustivamente...
Usam Goocks depois de se enfartarem de aerosóis, gritam pelo apoio às matas ao mesmo tempo em que comemoram um shopping novo... e segue... segue desgovernado, sem direção ou rumo, apenas moldado por uma ideologia da moda.
Eu sou ruim.
Não faço xixi no banho, não dou esmola pro preto pobre indigente, odeio o sistema de cotas, demoro mais de 40 minutos no chuveiro quente, só uso desodorante aerosol e, as vezes, inconscientemente jogo lixo na rua.
Eu assumo meus atos e as consequencias deles, mas sinceramente, acho impossível cumprir as eco-regras no mundo de hoje. Eu prezo muito pelo conforto. Fico imaginando como economizar energia tendo microondas e maquina de lavar roupas... computador então, nem se fale!
A água eu uso e abuso, pra espanto de muitos declaro: A água é um recurso renovável sim.
Prestenção, se ela evapora e precipita, é renovável. O problema é que tem cada vez mais gente pra cada vez menos água limpa. Ou seja, limpem a água, não sujem rios, lutem pela preservação de nascentes... isso sim é uma boa alternativa.
Não digo pra gastar a toa, claro, torneira pingando me irrita, mas tentem se direcionar pro lado certo da coisa, sabe, todo mundo focando num ponto é muito mais efetivo que um monte de barata tonta querendo abraçar o mundo.
No mais, quanto ao resto de minha maldade, prefiro deixar em aberto pra não assustar os meus nobríssimos 4 ou 5 leitores.
Mas não se acanhem, me digam, no que são piores?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Solidão Digital
Sabe quando você é repentinamente acometido por solidão?! Pois é gente, isso tem me afetado de forma hiperbólica ultimamente.
É sabido que solidão é o mal do século, fato. Mas até onde as pessoas vão pra escapar disso?
Eu mesmo começo a buscar novas formas de gritar ao mundo (pela internet, claro): Olhem pra mim, eu estou aqui, sou interessante.
Mais que isso, as pessoas buscam ser queridas, amadas e não se deve culpar ninguém por isso, é tudo culpa da carência.
Me digam, quantos abraços você recebeu hoje?!
E quantos caracteres digitou? 140 só num post do twitter neh?!
Eis o ponto. A digitalização tem aproximado tanto as pessoas que as tem afastado e isso tá me fazendo falta mesmo!
No mundo real, você conhece pessoas, faz amigos, os abraça, toma porres, faz merda... pode até não ter aquele contato diário mas também não há a displicência "emiessiênica" de deletar tal amigo quando não se conversam mais.
Na vida real você sempre vai falar com um amigo com quem não falava há anos caso o encontre na rua.
Sabe, eu não sou contra a internt e meios de comunicação digital, de jeito nenhum, eu os defendo muito até, os ultimos 3 anos de minha vida foram na frente desse pczinho preto e bonitinho. Mas chega uma hora que dá pra parar e se perguntar... o quê, de verdade, eu tenho feito?
E me faz falta o calor humano, até as perdigotas do amigo babão, até mesmo o bafo épico daquela amiguinha que dorme em sua casa.
Meus melhores amigos conheci pela internet, moram muito longe de mim. Essa onipresença que me fez conhecê-los é a mesma que me faz sentir falta deles todos os dias. Fui visitá-los já duas vezes, adorei a estadia, mas no mais eu só os tenhos por determinados momentos em... caracteres. Abraços são emoticons e ninguém me passa um lencinho pra enxugar as eventuais lágrimas.
Também fico pensando onde se meteram as boas pessoas da minha cidade. Por que diaxos todo mundo legal mora longe?!
Já se perguntaram isso? Já passou pela cabeça de vocês como tá cada vez mais difícil achar pessoas interessantes pela rede em sua cidade?
Eu passo por isso, das poucas vezes que rodo a cidade me sinto completamente perdida, como se, mesmo sendo daqui, pertencesse áquele lugar onde estão meus amigos mais queridos. Aí penso em ir pra lá, mas ainda mantenho um certo regionalismo barroco e um amor integral a minha família que, graças a Deus, é maravilhosa.
Me sinto dividida pela geografia, morro de vontade de ter nascido em Liechstentain onde nada fica a mais de 25km de distância. O que mais me pergunto é se a internet aproxima ou distancia as pessoas.
Nesse meu otarico momento de solidão virtual, tenho me refugiado em espaços onde eu falo pra ninguém. Simplesmente me abro, solto o verbo, desesperada com a esperança de alguénzinho vir me fazer uma perguntinha no Formspring ou me dar um RT no Twitter já que meu orkut depende de recados alheios e tá ás moscas.
Ás vezes me sinto até sem nenhuma originalidade, nada que possa ser aproveitado. Me sinto mais uma página no meio de um oceano de informações tão mais importantes, ou tão mais idiotas, ou ainda nada interessantes de forma a prender. E eu me sinto mal por ser absolutamente normal. Normal e banal.
E mesmo que um dia alcance a fama, quem é que vai vir me pedir autógrafos? Só se eu os fizer no photoshop e fazer um pack incluindo imagens e curiosidades pessoais. Quem sabe não me torne paparazzi de mim mesma e espalhe fotos em momentos íntimos, talvez por diversão, ou por esse lance louco de privacidade zero. Definitivamente é a era dos julgamentos. Você faz questão de se exibir pra que te julguem. Reza pra ser herói, mas se sair como vilão, reza pra fazer fama.
É a era do culto ao corpo. Você trabalha o corpo pra conseguir um trabalho que lhe dê dinheiro pra manter o corpo pra não perder o trabalho...
Se você é gordo, é imprestável. Acredite, se você é gordo você vai ser mal visto até pelos contratantes daquele empreguinho de panfletagem em shopping. Te empurram pra solidão e fazem você se matar pra não morrer.
E o que fazer? Bem... ainda não descobri. Meus poucos 20 anos de erros e criancices não me ensinaram mais que um punhado de valores que mantenho bem guardados. Flexibilidade, apesar da firmesa, fé que a inteligência supera as aparências e a eterna essência de aprendiz. Espero que isso me mantenha viva e não tão solitária.
No mais, eu vou tentando falar minhas besteiras, que quase sempre, de tão poucas, chegam a ser quase nada. Continuo twittando, vendo o formspring, abrindo meu msn, naquela esperança de um dia fazer algo acertado e virar musa pelas fotos ero-sensuais ou pelos conselhos que foram válidos pra alguém, ou pra alguns.
Conselhos esses que são só devaneios de uma vida que foi idealizada, digitalizada, e muito pouco impressa.